Colombina Clandestina/ Porta-estandarte/Foto: Regina Rito

Os brasileiros que moram em Lisboa, puderam matar um pouco da saudade do tradicional Carnaval de rua, neste sábado, 10, e domingo, 11. No primeiro dia, o público formado por cerca de mil pessoas, acompanhou o cortejo do bloco Colombina Clandestina – que sai pelo segundo ano consecutivo na ‘terrinha’. O cortejo começou com a concentração no Panteão Nacional, às 15h, e de lá, os foliões seguiram até o Largo de São Miguel, em Alfama, onde a animação foi até às 19h. Segundo Andréa Freire e Laura Lara, organizadoras do Colombina, o bloco é: “um presente em forma de cortejo. Um grito de união no meio do inverno, que pretende celebrar a liberdade de viver a rua e sentir a música”. Além de cantar sambas e marchinhas, acompanhados por 20 músicos, alguns aproveitaram para gritar: “Fora Temer”.

No segundo dia, foi a vez do Bué Tolo (Bué é uma gíria portuguesa que significa ‘muito’) estrear na capital lisboeta. O bloco – uma homenagem ao famoso Cordão do Boi Tolo, que desfila pelas ruas do Rio de Janeiro – foi criado por um grupo de brasileiros, a grande maioria de cariocas, que reside em Lisboa. O cortejo começou às 12h, perto da Ribeira das Naus, entre o Cais do Sodré e a Praça do Comércio. Os 15 músicos animaram a galera e Micheline Cardoso – ela já foi backing vocal de Tim Maia, Elba Ramalho, Martinho da Vila e Nando Reis – puxou o samba do bloco e músicas que são sucesso no Brasil. Apesar do frio de 12 graus, 400 foliões – a maioria brasileira – também acompanharam a festança, portugueses, turistas europeus, jovens e até crianças fantasiadas. A alegria foi contagiante e, por conta disso, o grupo planeja criar eventos mensais em vários sítios de Lisboa, até o próximo Carnaval e repetir a dose.

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