Zezé Motta na capa de 'Samba Mandou Me Chamar', seu novo CD/ Foto: Steph Munnier/ Divulgação

A consagrada atriz e também cantora Zezé Motta, 73 anos, lança ‘O Samba Mandou Me Chamar’, seu oitavo álbum solo. O projeto que estava engavetado há quase uma década, sai este mês com o selo da Coqueiro Verde Records, e conta com participações mais especiais de vários sambistas. O CD reúne também composições inéditas que foram dedicadas para a eterna Xica da Silva, uma delas inclusive além de composta, teve participação do craque Arlindo Cruz, antes da sua internação que o tirou temporariamente de circulação em março do ano passado.

Quarenta anos depois de seu estouro inicial como cantora, sua bela voz de contralto está de volta em seu novo CD, que chega às lojas e em todas às plataformas digitais este mês. O show de estreia da turnê será em 30 de abril, no Theatro Net Rio, em Copacabana. O repertório inédito, na maioria, alterna jovens bambas no geral e alguns veteranos, com arranjos de viés mais popular, assinados pelo produtor Celso Santhana. São 13 faixas em que evita temas pesados, preferindo o tom romântico, feitas sob medida para desopilar o fígado de um país que atravessa um momento tão sofrido e necessita de um alento musical.

Entre os grandes destaques do CD, há uma inspirada participação do craque Arlindo Cruz, antes da sua internação que o tirou temporariamente de circulação em março do ano passado, em ‘Nós Dois’, dele, com Maurição, e outra de Xande de Pilares, ex-vocalista do Grupo Revelação, hoje um grande astro em carreira solo, na não menos romântica ‘Alma Gêmea’, de André da Mata, Mingo Silva, Kinho, ambas também inéditas. Além de outras novidades, como regravações curiosas, de ‘Mais Um Na Multidão’, em ritmo de samba soul de Erasmo Carlos, Marisa Monte e Carlinhos Brown, gravada originalmente pelo Tremendão com Marisa em 2000, e a releitura para ‘Louco’, velho sucesso de Aracy de Almeida no carnaval de 1947,  do histórico bamba Wilson Batista, com Henrique de Almeida.

Atualmente, Zezé pode ser vista na novela ‘O Outro Lado do Paraíso’, de Walcyr Carrasco, da Globo, como Mãe Quilombo, em que aborda a intolerância religiosa e mostrando sua militância em favor dos negros no nosso país. Nos cinquenta anos de carreira, ela  lançou 14 discos, fez 35 novelas e mais de 40 filmes.

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